sábado, 2 de maio de 2015

ESCREVIA UM POEMA

Olhavas para mim enquanto escrevia
Iam saindo das minhas mãos operárias da escrita
Palavras cada vez mais doces
No final pediste para te ler as palavras que inventei
Enquanto estava a ler a lua iluminou o quarto
Era como se estivesse num palco vos as luzes sobre mim
Tu ias chorando mas não de tristeza
Então dei te um beijo junto com uma carícia
E tu numa voz meiga e apaixonada disseste que me amavas
Então percebi que a verdadeira poesia não fui eu que a escrevi
Mas sim das palavras que saíram do teu coração. 

Pedro Pestana


arte de Herman Javier M
unoz

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